Não confunda um VINHO que não lhe agradou com um VINHO ruim!


Nos dias atuais,"experts"em Vinhos é o que não falta.

Avaliações,opiniões,degustações,críticas,notas,que acabamos deixando de lado o principal : 

O prazer pessoal(e individual) de cada um ao degustar uma taça - ou garrafa - de vinho.

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Não sou sommelier, enóloga nem enófila. Sou uma consumidora que estuda, pesquisa sobre o vinho, para degustar e avaliar á minha maneira.
Cada ser humano tem um gosto específico de acordo com seu paladar, olfato.
Quantas e quantas vezes rejeitamos ou dizemos que esse ou aquele rótulo é ruim, simplesmente por não nos ter agradado.
E cá entre nós, qual objetivo dessa ou daquela vinícola produzirem vinhos ruins?
Quem definiu que vinho barato ou Nacional é ruim?
Em particular tenho problemas seríssimos com espumantes e frisantes (mesmo com os rótulos acima de 300 reais) pois me causam leve dor de cabeça 99% das vezes que consumo.
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Há certa confusão entre o que seja um vinho ruim e um vinho que não agradou ao gosto pessoal.
Vou exemplificar :
O sujeito está bebendo um Sangiovese, da Toscana, e escreve nos comentários de uma loja virtual: “Vinho ralo, sem graça. Ácido demais, chega a ser agressivo”.

Outro, num restaurante, pede um Bordeaux para acompanhar as carnes e chama o garçom de volta e diz: “Esse vinho está estragado. Prova aí! Está azedo, amarrando demais”. 

Ora, um Sangiovese normalmente tem uma cor mais clara que um tinto chileno, por exemplo. Sua aparência dá ao menos avisado a impressão de que tem pouco corpo, daí utiliza a expressão “ralo” para um vinho que tem bom corpo e em nada lembra um vinho com esse adjetivo. Quanto à acidez, se ela não estiver bem presente não será um Sangiovese, definitivamente. 
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O sujeito do Bordeaux está tão acostumado a vinhos do Novo Mundo, muito frutados, alguns até adocicados pela presença alcoólica, madeira e taninos, que ao beber esse vinho francês não lhe reconhece as características. Na maioria dos casos um Bordeaux será mais seco que um Malbec da Argentina, por exemplo.
Imagem: Foodista

Dito isso, para não confundir um vinho que não lhe agrada com vinho ruim é preciso saber que:

Um vinho é ruim quando teve problemas próprios da vinificação, como amargores excessivos ou sabores atípicos que o tornem difícil de ser consumido. Mas, posso assegurar que mesmo em vinhos mais baratos esses defeitos têm sido minimizados pelos produtores e dificilmente um vinho será ruim nesse aspecto. Pode ser que ele não exploda em aromas, não tenha o equilíbrio de um vinho mais caro, não seja complexo ou sua capacidade de guarda pode ser reduzida. Mas, não será ruim.
Um vinho pode estar “estragado”, então a sensação avinagrada ou o gosto de papelão (problema na rolha) indicam que deve ser devolvido. Mas, nesse caso não temos um vinho ruim, mas defeituoso. Qualquer vinho, de qualquer faixa de preços pode vir estragado à nossa mesa ou numa compra em lojas/supermercados.

Pra não sermos surpreendidos por uma má escolha num almoço de negócios ou jantar íntimo, devemos experimentar mais vinhos, para que saibamos suas características principais. Se você nunca bebeu determinado vinho é melhor escolher um momento menos importante para experimentá-lo pela primeira vez, evitando constrangimentos. 

É sempre muito importante ler a respeito dos vinhos, tirar dúvidas com o Sommelier, ler uma crítica confiável publicada numa revista ou site etc. No mundo dos vinhos as experimentações são o que há de mais interessante e não devemos fugir delas.
E pra tudo há o Google.

Experimente novos Rótulos.
Ouse degustar novos Vinhos.

Salute!

Beijo da Gu

Se beber não dirija.

Arquivo Pessoal /www.vinhoparatodos.com

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