O mês de outubro chega trazendo aquele ar festivo, vitrines coloridas, o cheiro nostálgico de infância no ar e a contagem regressiva para o Dia das Crianças. É inevitável que a nossa memória afetiva viaje direto para os tempos de joelho ralado, brincadeiras de rua, bonecas de pano , pipas no céu e a inocência pura de quem achava que o mundo inteiro cabia dentro do quintal de casa. No entanto, com o passar dos anos e a chegada inevitável da maturidade (aquela fase linda em que a gente finalmente aprende a dizer "não" sem culpa), é muito comum cairmos numa armadilha conceitual perigosa: confundir o cultivo da nossa criança interior com a manutenção de uma atitude infantil diante da vida. Ser uma pessoa madura, que já viveu um bocado e carrega na bagagem a sabedoria dos anos, não significa de jeito nenhum sepultar a alegria, o brilho no olhar e a capacidade de se encantar com as pequenas coisas. A verdadeira essência da criança interior reside na curiosidade genuína, na faci...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
