Vivemos em uma era de vitrines impecáveis. Ao caminharmos por corredores de decoração ou navegarmos pelas redes sociais, somos frequentemente seduzidos pelas plantas artificiais . Elas são, inegavelmente, lindas. Possuem uma simetria que a natureza raramente alcança, não perdem a cor sob o sol forte e mantêm-se estáticas, ignorando a passagem do tempo e a negligência do dono da casa. Essas peças de silicone e seda não exigem nada. Elas não pedem água, não reclamam de um canto escuro e não precisam ser podadas. No entanto, há um preço para essa perfeição imóvel: elas são incapazes de perfumar um ambiente. Por mais que tentem mimetizar a vida, falta-lhes o essencial. Elas não trocam oxigênio, não renovam o ar e, por mais belas que sejam, jamais darão um fruto ou uma flor que não tenha sido colada ali por mãos humanas. No convívio social, encontramos o equivalente humano a essas folhagens de plástico. São pessoas "perfeitas" , cujas vidas parecem editadas com filtros permanentes...
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