Destaques do Dia

Fim de setembro: ainda dá tempo de ser feliz até dezembro?

 O nono mês do ano vai se despedindo de fininho, trazendo no ar aquela brisa mista de saudade do inverno e promessa de primavera. É bem nessa época que muita gente olha para o calendário, faz as contas dos meses que restam e suspira com aquela velha sensação de que o ano voou sem pedir licença. Bate um aperto no peito, acompanhado daquela dúvida silenciosa: será que ainda dá tempo de realizar os sonhos que ficaram na gaveta em janeiro? A resposta é um enfático e retumbante sim! A vida não obedece a calendários rígidos e a felicidade não tem data de validade impressa na folhinha da parede. Outubro, novembro e dezembro formam um trimestre inteiro de recomeços, oportunidades e, acima de tudo, escolhas conscientes para fechar o ciclo com o coração em festa. Ainda dá tempo de perdoar quem precisa, de pedir desculpas, de começar aquele projeto criativo, de tomar um bom vinho com quem a gente ama e de se presentear com momentos de puro autocuidado . O tempo que nos resta até o final do an...

A história realista de um simples abrir de champanhe que virou "caso" de polícia

Quem nunca quis dar aquela festa digna de cinema, estourar uma rolha com estilo e brindar às pequenas e grandes vitórias da vida que atire a primeira taça. O cenário parecia perfeito: taças limpas, gelo no balde, risadas soltas e a vontade genuína de celebrar a leveza da existência. No entanto, o que era para ser um momento de pura descontração e glamour caseiro acabou ganhando contornos dignos de uma comédia pastelão e, para o desespero geral, chamou a atenção da vizinhança de um jeito nada cinematográfico. Acontece que a física tem leis implacáveis, e a pressão daquela garrafa espumante encontrou o teto da sala com uma precisão cirúrgica e barulhenta, arrancando o gesso e fazendo um estrago que parecia cena de filme de ação.

O barulho foi tão estrondoso, a confusão com os estilhaços e a gritaria de susto foram tão intensas que, em poucos minutos, a sirene na rua começou a ecoar. Sim, a patrulha bateu à porta para checar se a comemoração pacífica não passava de uma ocorrência de segurança nacional. Entre o susto inicial e gargalhadas que quase nos tiraram o fôlego, percebemos que as melhores histórias da vida raramente saem como o planejado. No fim das contas, a polícia foi embora com um sorriso contido diante da cena inusitada, e nós ficamos com uma mancha no teto, muitas risadas para contar e a certeza absoluta de que celebrar a vida é sempre um risco que vale a pena correr, de preferência com um abridor um pouco mais obediente na próxima vez.

Até a próxima !

Gu Ferrari

  • Fontes de referência: Histórias cotidianas, causos divertidos e crônicas bem-humoradas.