Minha querida, meu querido leitor e leitora do Papo com a Gu, abri meu coração aqui hoje para falar de um sentimento que muitas vezes a gente carrega com um peso que não é dele. Vamos falar de saudade. Mas não daquela dor que aperta o peito e suga a nossa energia, não. Vamos falar da saudade boa, aquela que aconchega, que sorri e que dança na memória.
Neste final de semana, o calendário marca uma data muito íntima e cheia de significado: 17 de outubro. É o aniversário da minha amada mãe, que partiu para outra morada, deixando no ar um perfume eterno de carinho e coragem. É o primeiro aniversário dela que passo sem a presença física, mas quer saber a mais pura verdade? Eu não sinto dor. O que transborda aqui dentro é uma saudade gigante, daquelas que abraçam a alma.Eu fecho os olhos e consigo reviver cada detalhe. Escuto o som da risada dela, lembro das brincadeiras, daquele jeitinho danadinho e único que só ela tinha de fazer certas coisas e resolver o mundo. Reviver essas memórias é como abrir um álbum de tesouros preciosos que o tempo jamais vai conseguir apagar.
Que privilégio imenso é poder sentir essa saudade sem culpa, sem remorso, apenas com uma imensa gratidão. Porque somos quem somos exatamente por causa de quem nos antecedeu. Com todos os acertos, os tropeços, os ensinamentos e o amor transbordante dela, eu me tornei a mulher forte, inteira e apaixonada pela vida que sou hoje. E olhar para isso me faz um bem danado!Se você, que está aqui comigo, também carrega no peito a saudade de alguém querido que partiu, receba agora o meu abraço mais apertado e acolhedor. Que a gente saiba transformar a falta em celebração, o luto em legado e a memória em pura luz.Afinal, amar alguém que partiu é a prova definitiva de que o amor não morre; ele apenas muda de endereço.
Com todo o meu carinho e good vibes,


