Quando o assunto é espiritualidade, crença e a nossa relação com o sagrado, existe um abismo gigantesco entre duas palavras que parecem parecidas, mas têm essências totalmente opostas: ser convertido e ser convencido.
Não estamos falando aqui de nenhuma religião específica, mas sim de comportamento, autoestima e, acima de tudo, de opinião própria. Afinal, onde entra a sua verdadeira essência nessa história?
O Que É Ser Convertido? (A Fé que Vem de Dentro)
O convertido é aquele que vive a fé de corpo, alma e coração
Autenticidade: Quem tem uma fé convertida não precisa da aprovação alheia para se sentir seguro, porque a sua crença é fruto de uma vivência íntima, de reflexão e de autoestima espiritual sólida.
Respeito Genuíno: Quem realmente acredita no que professa entende que o pilar de qualquer espiritualidade verdadeira é o amor ao próximo, a empatia e o respeito às diferenças.
Liberdade: O convertido escolhe caminhar por convicção própria. Seus passos são firmes porque são guiados pela sua própria consciência e pela paz de espírito.
O Que É Ser Convencido? (A Fé por Empréstimo)
Já o convencido — no sentido de quem foi persuadido pelas circunstâncias — é aquele que está em uma religião ou crença por puro modismo, por conveniência social ou por pressão familiar ("porque papai, mamãe e os avós sempre foram assim").
Pilares Frágeis: O convencido veste uma crença como quem veste uma roupa social apenas para agradar os outros ou porque "politicamente é o mais aceitável" no seu círculo social.
Falta de Raiz: Como a escolha não partiu de um despertar interno, qualquer vento contrários, questionamento ou mudança de cenário faz com que essa estrutura desabe. Falta autonomia e sobra a necessidade de validação externa.
O Peso da Aparência: Muitas vezes, o convencido foca mais nas aparências, nas regras rígidas e no julgamento alheio do que na essência do amor e da caridade, repetindo discursos que nem ele mesmo compreende de verdade.
Onde a Autoestima e a Opinião Própria entram?
Viver a espiritualidade baseada na opinião dos outros é anular a própria identidade. Quando seguimos um caminho apenas por pressão da família, por tradição cega ou para parecermos "aceitáveis" na sociedade, nós ferimos a nossa autoestima. Afinal, terceirizamos o que há de mais sagrado em nós: as nossas escolhas e a nossa paz interior.
Ter opinião própria sobre a fé significa olhar para dentro, respeitar a sua jornada, entender o que faz sentido para o seu coração e praticar o bem sem precisar de cartilha alheia.
Afinal, a sua espiritualidade deve ser um porto seguro para a sua alma, e não uma vitrine para agradar os outros.
Quando a gente fala de autoestima dentro da espiritualidade e da nossa opinião própria, estamos falando de quanto a gente se valoriza para fazer as nossas próprias escolhas
Com baixa autoestima espiritual: Você aceita seguir crenças, dogmas ou caminhos só porque a sua família inteira faz, ou para não desagradar os outros, mesmo que aquilo não faça o menor sentido no seu coração. Você anula a sua voz porque acha que a opinião dos outros (ou a tradição) vale mais do que o que você sente.
Com a autoestima em dia: Você entende que a sua relação com o sagrado é única
. Você tem coragem de ter opinião própria, de buscar o que realmente ressoa com a sua alma e de respeitar a si mesma, sem precisar usar uma "máscara social" só para ser aceita . Compartilhe!
Gu Ferrari
