Se tem uma coisa que a gente aprende com o passar dos anos é que a vida não cabe em caixinhas engessadas e que a autenticidade é o único figurino que nunca sai de moda. Quando olho para essas imagens e para a minha própria trajetória, o que vejo não é apenas uma sequência de registros visuais, mas a essência transbordante de uma mulher escorpiana cheia de fases, ventos e revoluções internas, mas inteiramente verdadeira em cada uma delas. Sou eu de salto alto e terno estruturado sentada na poltrona clássica, sou eu com a xícara de café fumegante celebrando o ritual matinar, sou eu entregue a uma boa taça de vinho diante de uma mesa farta e cheia de histórias, e sou eu de jeans e olhar firme cercada pelos livros que escrevi e que amo.
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A verdade verdadeira é que, antes de ser escritora, cafezista ou enófila — rótulos deliciosos que abraço com todo o orgulho do mundo —, eu sou, acima de tudo, perdidamente encantada pelo ser humano e por suas histórias. Cada letra que coloco no papel, cada blend de café perfumado que preparo com carinho e cada gole de vinho que desfruto carregam consigo a energia invisível de inúmeras mãos, vidas e caminhos que cruzaram a minha jornada. Nada neste mundo é solitário. Cada palavra escrita é um abraço em forma de texto para quem me lê; cada xícara e cada taça são pretextos sagrados para celebrar a conexão genuína entre as pessoas. E quer saber? Não tenho a menor vergonha de declarar minha idade aos ventos: com muito orgulho, sou uma sexagenária vibrante, daquelas que não escondem os anos vividos, porque cada ruga de expressão e cada fio de cabelo prateado são medalhas de uma história rica, bem-vivida e intensamente lutada..png)
O segredo da leveza está em entender que a nossa autoestima não depende da aprovação alheia, mas da convicção inabalable de que as nossas escolhas definem o caminho. Nós, e absolutamente mais ninguém, somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade ou pela nossa infelicidade. Posse estar hoje produzida como uma diva pronta para o palco da vida, e amanhã de chinelo, descabelada, fazendo aquela faxina revigorante em casa enquanto como um bom pão com ovo. A beleza de existir reside exatamente nessa liberdade de trânsito entre o glamour e a simplicidade. O que nunca muda — e nunca mudará — é o bom humor inesgotável e uma vontade danada de fazer muito, realizar mais, aprender sempre e viver com paixão..png)
Portanto, seja qual for a fase, vista-se de si mesma. Abrace suas dores, celebre suas vitórias, escolha o seu café, brinde ao seu recomeço e escreva o roteiro da sua própria história sem pedir licença. A vida é curta demais para caber nos padrões dos outros. Fica a dica de quem vive de alma aberta, sorrisos largos e coração pulsante!Gu Ferrari