Quando somos jovens, a felicidade parece estar ligada a grandes feitos: o emprego perfeito, o casamento dos sonhos, o corpo ideal. A vida adulta nos ensina, no entanto, que a felicidade verdadeira não é um destino grandioso, mas uma coleção de momentos simples e a libertação de uma tirana cruel: a Perfeição . A maturidade traz consigo a dádiva da simplificação. Essa é a grande revolução da mulher madura : o desapego do 'dever ser' . Percebemos que gastamos tempo demais tentando ser a mãe perfeita, a profissional impecável, a anfitriã maravilhosa. A maturidade nos dá a coragem de assumir: "Eu não dou conta de tudo, e tudo bem!" E nessa admissão, reside uma imensa e inesperada paz. A felicidade se realoca para o trivial. A conversa despretensiosa, o sabor de uma comida caseira, o prazer de um livro, a luz do sol entrando pela janela. Passamos a valorizar a qualidade sobre a quantidade , e a nos contentar (no melhor sentido da palavra) com o que é autêntico em nossa vi...
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