Às vezes, eu me pego pensando na força invisível das palavras. Existem pessoas que carregam consigo um dom quase divino: o de elevar a autoestima alheia. São seres que elogiam sem inveja, que acolhem sem dissimular e que passam longe da ironia ácida ou do sarcasmo que fere. Abençoadas sejam essas almas que escolhem ser cura em um mundo que, tantas vezes, insiste em ser ferida. Gostar de si mesma — do que o reflexo devolve no espelho e da própria companhia — é uma das metas mais desafiadoras da maturidade. Parece que fomos treinadas para o auto-menosprezo. É assustadoramente fácil criar uma lista imensa de defeitos ou de coisas que "precisaríamos" mudar em nós. O exercício difícil, por incrível que pareça, é listar cinco qualidades genuínas que enxergamos no fundo da nossa alma. Mas, me diga uma coisa: por que deixamos o jogo ficar tão desequilibrado? Talvez a resposta esteja nesse ruído constante que nos cerca. Somos bombardeadas por chamadas de perfeição inalcançáveis em to...
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