Estou aqui terminando minha xícara de café e decidi escrever algo que está em meu coração.
Imagine um amor que não precisa de rascunhos, que não exige correções. Um amor que olha para a obra-prima da humanidade e se encanta justamente com a sua imperfeição. Esse é o olhar Divino. Ele enxerga beleza em nossas falhas de caráter, compreende nossas inconstâncias e abraça cada um de nós sem pedir que mudemos a cor da pele, a altura do corpo, a condição financeira ou a quem decidimos amar. Do branco ao negro, do rico ao pobre, do hétero ao gay, somos todos parte da mesma criação, filhos de um amor que simplesmente é.Diante de tamanha aceitação, o único convite que ecoa do Criador é um sussurro gentil: "Siga-me". Não como uma ordem, mas como uma escolha nascida da mais pura e espontânea vontade. É um chamado para caminhar ao lado, não um decreto para que nos encaixemos em moldes. É a celebração máxima do livre-arbítrio, a confiança de que o caminho se revela a quem decide, por si só, procurar a luz.
Eis a grande ironia: nós, a obra, nos colocamos na posição de juízes da própria criação. O mesmo ser humano, amado incondicionalmente por Deus, levanta o dedo para apontar, a régua para medir e o cinzel para tentar moldar o outro aos seus próprios padrões e conformidades. Em que momento passamos a acreditar que nossa limitada compreensão sobre a vida nos dá o direito de corrigir aquilo que Deus amou por inteiro? Seríamos nós, então, maiores que o Criador?
A resposta talvez seja mais simples e dolorosa do que imaginamos. A questão não está na complexidade da fé, mas na simplicidade do nosso coração. Talvez o grande dilema do mundo não seja teológico, mas humano. Talvez, no fim das contas, o que nos adoece seja um excesso de tirania e uma avassaladora escassez de amor.
Concorda?
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Deus é luz, é amor..o ser humano se considera acima do bem e do mal, e é capaz de querer mudar até o que não pode ser mudado! Se há alguém capaz de estragar o que foi criado de maneira tão perfeita, somos nós mesmos.
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