Criar filho com liberdade de expressão é muito diferente de criar um filho mimado e mal-educado

 Promover uma educação respeitosa, onde as crianças têm voz e espaço para expressar suas emoções, é uma das maiores conquistas da pedagogia moderna. No entanto, em meio a essa busca por uma parentalidade mais consciente, surgiu uma confusão gigante: a linha tênue entre dar liberdade de expressão e cair na armadilha de criar uma criança mimada e sem limites. Precisamos colocar os pontos nos is, porque a sociedade e as próprias crianças estão pagando uma conta alta por esse mal-entendido.

Escutar o que o filho tem a dizer, validar seus sentimentos e permitir que ele questione as coisas não significa que a criança assumiu o leme da casa. Liberdade de expressão é ensinar a criança a identificar e nomear o que sente — inclusive a raiva, a frustração e a tristeza — e dar a ela o direito de opinar com respeito. Falta de limites, por outro lado, é permitir que a criança destrate os outros, faça escândalos para conseguir o que quer e não ouça a palavra "não".

A criança precisa entender que o mundo não gira ao redor do seu próprio umbigo. Impor limites firmes e afetuosos é, antes de tudo, uma demonstração profunda de amor e segurança. Uma criança sem limites é uma criança insegura, porque ela sente que ninguém está no comando para protegê-la de suas próprias impulsividades. Ensinar empatia, respeito às regras de convivência e convivência social não anula a individualidade da criança; pelo contrário, prepara essa criança para ser um adulto saudável, resiliente e querido por onde passar.

Gu Ferrari


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Fontes de pesquisa: Diretrizes de Psicologia Infantil da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); Obras de Educação Respeitosa e Desenvolvimento Emocional Infantil.

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