Curiosidades e Segredos da Nossa Paulicéia - O Que Você Não Sabe Sobre a Cidade que Não Dorme.

Viver em São Paulo é descobrir um segredo novo a cada dia. Ser paulistana é ter aquela sensação de que, mesmo morando aqui a vida inteira, ainda somos turistas em nosso próprio bairro. Para celebrar o aniversário da capital, decidi mergulhar em algumas curiosidades que tornam nossa cidade um lugar absolutamente único no planeta. Prepare o seu café (puro e amargo, como manda o figurino!) e vamos nessa.

Você sabia que São Paulo é considerada a capital mundial da gastronomia? E não é força de expressão! São mais de 15 mil restaurantes e 20 mil bares. A nossa paixão pela pizza é tão grande que produzimos cerca de 1 milhão delas por dia. Isso significa que, enquanto você lê este parágrafo, milhares de pizzaiolos estão girando massas para alimentar uma população que não abre mão do tradicional "domingo da pizza".

Outro ponto fascinante é o Japão que existe dentro de nós. A Liberdade não é apenas um bairro turístico; é a maior colônia japonesa fora do Japão no mundo. O que começou em 1908 com a chegada do navio Kasato Maru floresceu em uma região que mistura templos, lojas de animes e a melhor culinária oriental que se possa imaginar. É um privilégio cruzar as lanternas vermelhas e sentir que mudamos de continente sem sair do centro.

E por falar em centro, o Edifício Copan é uma verdadeira cidade vertical. Projetado por Oscar Niemeyer, ele possui 1.160 apartamentos e tem até seu próprio código de endereçamento postal (CEP)! É uma obra-prima que abriga desde artistas até famílias tradicionais, simbolizando a mistura de classes e estilos que é a cara de SP. Se as paredes do Copan falassem, teriam histórias para preencher bibliotecas inteiras.

Mas nem tudo é asfalto. Muita gente se surpreende ao saber que São Paulo possui duas grandes áreas de preservação ambiental no extremo sul: Parelheiros e Marsilac. Ali, o cenário de prédios dá lugar a cachoeiras, aldeias indígenas e mata fechada. É o pulmão da nossa metrópole, provando que a natureza resiste e coexiste com a maior selva de concreto do país.

A nossa relação com o trabalho também gerou números impressionantes. A Avenida Paulista, nosso cartão-postal, não é apenas um centro financeiro; é o ponto mais alto da cidade (fora os picos de montanha). Por lá circulam diariamente mais de 1,5 milhão de pessoas. É tanta energia que parece que a avenida pulsa como um coração mecânico, especialmente aos domingos, quando ela se abre para o lazer e a música.

Para nós, paulistanos da "velha guarda" (com muito orgulho!), a cidade também é feita de memórias afetivas. Quem não se lembra do som do rádio informando o trânsito, ou do cheiro de pão na chapa das padarias que ficam abertas 24 horas? Esses pequenos rituais são o que nos mantém sãos em meio à pressa. São Paulo nos exige muito, mas nos entrega o mundo em troca.

Encerrar o dia vendo o pôr do sol entre os prédios é entender que a beleza daqui é singular. Ela não está no mar, mas no horizonte infinito de luzes. Que neste 25 de janeiro a gente possa olhar para São Paulo com mais generosidade, valorizando cada espaço cultural, cada parque e cada pessoa que faz dessa cidade o melhor lugar para se viver, criar e, claro, blogar!

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Gu Ferrari

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