Maturidade e o Termômetro: O Corpo 50+ no Verão

Chegar aos 50+ é uma conquista, mas nosso corpo começa a enviar sinais diferentes, especialmente quando o calor aperta. Nossa percepção de sede pode diminuir e a capacidade de regular a temperatura interna não é a mesma de quando tínhamos 20 anos.

É comum sentirmos mais cansaço ou aquela queda de pressão chata quando o sol está forte. Isso acontece porque nossos vasos sanguíneos demoram um pouco mais para reagir às mudanças bruscas de temperatura. Por isso, a hidratação aqui não é opcional, é remédio.

Para quem está na fase da menopausa ou pós-menopausa, os famosos "fogachos" podem ser intensificados pelo clima externo. É um desafio em dobro: o calor que vem de dentro encontrando o calor que vem de fora. Haja paciência e leque!

A alimentação deve ser ainda mais leve. O processo digestivo consome muita energia e gera calor interno. Apostar em alimentos de fácil digestão ajuda o corpo a focar no que é importante: manter-se fresco e funcional.

Roupas de tecidos naturais, como algodão e linho, fazem toda a diferença para a pele 50+. Elas permitem que a pele respire e evitam brotoejas ou irritações que se tornam mais comuns com a sensibilidade que a maturidade traz.

Não hesite em criar seu próprio microclima. Um banho morno (quase frio) antes de dormir ajuda a baixar a temperatura central do corpo, facilitando o início do sono, que costuma ser mais frágil nessa etapa da vida.

Viver essa fase com plenitude exige autoconhecimento. Escute os sinais, respeite seus limites e não tente manter o mesmo ritmo frenético de décadas atrás sob um sol de 40 graus. Ser sábia é saber quando é hora de buscar a sombra.

Gu Ferrari

Comentários