Se existisse uma palavra mágica capaz de devolver o tempo, a paz de espírito e a saúde mental, essa palavra seria um simples, redondo e sonoro: NÃO. No entanto, para muitas de nós, pronunciar essas duas letras parece quase um crime de alta traição. Crescemos com a síndrome da "boa menina", aquela que precisa agradar a todos para ser aceita. Mas adivinha? O preço do "sim" para o outro, quase sempre, é um "não" doloroso para nós mesmas.
No ambiente profissional, o funcionário que diz "sim" para todas as demandas extras não é visto como o mais eficiente; ele é visto como o mais sobrecarregado. Aceitar projetos além da sua capacidade destrói a qualidade do seu trabalho e a sua saúde. O "não" profissional, quando justificado com base em dados e prioridades ("Para assumir esse novo projeto agora, qual das minhas tarefas atuais devo colocar em segundo plano?"), gera respeito e demonstra maturidade estratégica.
Nas Amizades: Separando Parceria de Exploração
Amizade é via de mão dupla. Se você tem aquela amiga que só te liga para chorar as pitangas, mas some quando você precisa de um ombro, ou que sempre te arrasta para programas que você detesta, está na hora de usar o seu escudo. Dizer "Hoje eu não posso ir" ou "Não me sinto confortável com isso" não te faz uma amiga ruim. Faz de você uma pessoa inteira, que escolhe estar presente por desejo, e não por obrigação ou culpa.
O "Não" como Autoestima
Aprender a dizer não é um exercício diário de desapego da aprovação alheia. Quem se ama de verdade entende que o próprio tempo é o ativo mais precioso da vida. Quando você passa a gerenciar os seus "sins", a vida fica mais leve, a agenda respira e as pessoas ao seu redor começam a entender que o seu tempo tem valor.
Fonte de pesquisa: Livro "HOJE NÃO: Liberte o Poder do 'Não'" / Estudos de assertividade da Harvard Business Review.

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Leio e respondo.
Beijo da Gu