Você já sentiu que "carrega o mundo nas costas" ou que o mau humor de alguém estragou completamente o seu dia? Se sim, você pode estar agindo como uma esponja emocional, absorvendo todas as energias negativas ao seu redor. A grande missão da maturidade é aprender a trocar a esponja pelo filtro: deixar passar o que é bom e barrar o que não nos pertence. É uma questão de preservação da alma.
Ser uma esponja é exaustivo. A pessoa esponja sente a dor do outro como se fosse sua, absorve críticas alheias e se sente responsável por consertar tudo e todos. Isso gera uma sobrecarga emocional que pode levar ao esgotamento. O filtro, por outro lado, é seletivo. Ele permite que você tenha empatia e compaixão, mas sem deixar que a negatividade alheia se instale no seu interior.O primeiro passo para ser filtro é estabelecer limites claros. Você não precisa estar disponível 24 horas para os problemas de todos. Dizer "não" para uma demanda excessiva é dizer "sim" para a sua paz mental. O filtro nos permite ouvir o desabafo de uma amiga com carinho, mas sem levar a angústia dela para o travesseiro à noite. É o distanciamento saudável.
A autoconsciência é a ferramenta de calibração desse filtro. Pergunte-se sempre: "Isso que estou sentindo é meu ou do outro?". Se o peso surgiu após uma conversa específica, provavelmente é do outro. Devolva mentalmente essa carga para o universo. Entenda que cada um tem sua jornada e seus próprios aprendizados; você não pode — e nem deve — viver a lição do próximo.
Cientificamente, as pessoas empáticas têm "neurônios-espelho" muito ativos. Isso é maravilhoso para a conexão humana, mas perigoso se não houver um controle. Treinar o cérebro para identificar a origem das emoções é o que nos dá o controle do filtro. É criar uma membrana protetora de "good vibes" que só deixa entrar o que edifica e o que traz luz.
Ser filtro também significa selecionar o que consumimos. As notícias pesadas, os comentários maldosos na internet e as fofocas vazias são toxinas que a esponja absorve sem questionar. O filtro bloqueia essas entradas inúteis. Escolha ler coisas que te inspiram, seguir pessoas que te elevam e habitar ambientes onde o respeito e a alegria são a norma.
A maturidade traz essa clareza. Com o tempo, percebemos que nossa energia é um recurso limitado e precioso. Não podemos desperdiçá-la processando o lixo emocional alheio. Ser filtro é um ato de amor-próprio. É decidir que a sua casa interna é um lugar sagrado e que só entra nela quem — ou o que — traz paz.
Isso não significa ser fria ou indiferente. Pelo contrário, quando você é filtro, você tem mais energia real para ajudar de verdade, porque não está sobrecarregada com pesos desnecessários. Você se torna uma presença equilibrada que ajuda o outro a também encontrar o próprio centro. É a diferença entre se afogar com quem está na água ou estender a mão de um lugar seguro.
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Gu Ferrari
Fonte de Pesquisa: Estudos de Inteligência Emocional (Daniel Goleman) e pesquisas sobre Empatia e Contágio Emocional.

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Beijo da Gu