Você chega à prateleira do supermercado ou da adega, vê duas garrafas de vinho lado a lado. Uma ostenta no rótulo a palavra Reserva. A outra traz, orgulhosa, o termo Reservado. Parecem sinônimos, certo? Errado! Essa é uma das maiores pegadinhas do marketing do vinho, e entender a diferença vai salvar o seu bolso e o seu paladar.
Vamos direto ao ponto: no Chile, na Argentina e em vários países da América do Sul, a palavra Reservado não tem nenhuma regulamentação legal. Significa apenas que o produtor escolheu aquele nome para a sua linha de entrada — ou seja, o vinho mais simples, jovem e barato da vinícola. São vinhos produzidos em altíssima escala, que nunca viram uma lasca de madeira de carvalho e que devem ser bebidos no dia a dia, sem grandes expectativas. Não são ruins, mas não têm nada de exclusivos ou "reservados".
Reserva e Gran Reserva: Aqui o Jogo Muda
Já o termo Reserva (e seu irmão mais velho, o Gran Reserva) carrega um peso sério, principalmente no Velho Mundo (Espanha e Itália) e em vinícolas criteriosas do Novo Mundo. Nesses locais, a lei exige que o vinho passe por um tempo mínimo de envelhecimento em barricas de carvalho e na própria garrafa antes de ir para o mercado. Na Espanha (Rioja), por exemplo, um tinto Reserva precisa de pelo menos 3 anos de maturação. São vinhos mais complexos, encorpados, com notas de baunilha, tabaco e especiarias trazidas pela madeira.
O Resumo da Ópera
Reservado: Vinho jovem, simples, frutado, para tomar descompromissado na segunda-feira. Preço baixo.
Reserva: Vinho estruturado, que passou por madeira, com maior complexidade e potencial de guarda. Para jantares especiais.
Fonte de pesquisa: Legislação Vitivinícola Europeia (DO Ca Rioja) / Regulamentações do SAG (Chile).

Comentários
Postar um comentário
Deixe seu comentário aqui.
Leio e respondo.
Beijo da Gu