A vida é composta por uma gama de emoções que nem sempre sabemos como administrar. Diante dos desafios, muitas vezes nos cobramos uma positividade tóxica, quando o certo seria apenas sentir o que vier.
Sorrir é um remédio poderoso, liberando endorfina e mudando nossa perspectiva imediata. No entanto, o sorriso não deve ser uma máscara para esconder dores profundas que precisam de atenção.Chorar, por outro lado, é um processo de limpeza emocional e física. As lágrimas de estresse contêm substâncias que o corpo precisa expelir para recuperar o equilíbrio homeostático após um trauma ou tristeza.
A aceitação surge como o ponto de equilíbrio entre esses dois extremos. Aceitar não é ser passivo ou conformista, mas sim reconhecer a realidade tal como ela é, sem resistência inútil.
Quando aceitamos que dias ruins fazem parte da jornada, a pressão por estar sempre bem desaparece. Isso nos dá espaço para chorar quando necessário e sorrir com mais autenticidade depois que a tempestade passa.
Na psicologia, a aceitação é a base para a resiliência. Ao pararmos de lutar contra o que não podemos mudar, economizamos energia para transformar aquilo que está ao nosso alcance.
É importante validar cada fase. Há momentos em que o luto pede o choro, momentos em que a vitória pede o sorriso, e momentos em que a paz pede apenas a aceitação silenciosa.
Permita-se ser humano em todas as suas nuances. A beleza da vida não está na ausência de sofrimento, mas na capacidade de integrar todas essas experiências em uma história de crescimento.
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Gu Ferrari
Fontes: Psicologia Cognitivo-Comportamental; Estudos sobre Inteligência Emocional (Daniel Goleman).

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Beijo da Gu